
Meu nome é Iarla e recebi o diagnóstico há dois anos. Passei todo o ano de 2023 com vômitos e dores abdominais intensas, perdi mais de metade do meu peso e fui inúmeras vezes à UPA, sem que descobrissem o que eu tinha. Meu emocional ficou muito abalado, mas meu esposo e minha família nunca me deixaram sozinha.
Após uma colonoscopia, suspeitaram de câncer, mas um novo exame mostrou que se tratava de uma colite crônica. Iniciei um tratamento e cheguei a melhorar, até que, numa madrugada, senti uma dor extrema e minha barriga inchou muito. Fui levada ao hospital, onde descobriram que meu intestino havia perfurado. Precisei passar por uma cirurgia de emergência e colocar a bolsa de colostomia, o que salvou minha vida.
A recuperação foi difícil e a adaptação à bolsa também, mas com apoio da minha família consegui superar. Fui encaminhada a outro hospital, onde finalmente recebi o diagnóstico correto: Doença de Crohn. Comecei o tratamento com imunobiológicos e, desde então, venho melhorando. Já passei por outras cirurgias, mas hoje estou bem, como de tudo e vivo normalmente.
A Doença de Crohn é séria e pouco falada. Por isso, deixo um conselho: qualquer dor fora do normal deve ser investigada. Sou grata a Deus por estar viva, e hoje enxergo a colostomia como algo que me salvou a minha vida naquele momento. Fiz a reversão da colostomia em janeiro e evolui muito bem.



